TRANSTORNO

DE

PERSONALIDADE ANTISSOCIAL

Bruno Santos, Kaoma Carvalho, Lucas Silva, Melissa Rodrigues, Mickaelly Dourado, Ryan Souza

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Genética - TPA





GENÉTICA

Na maioria dos estudos que focalizaram a possibilidade de herdar o TPA, o comportamento criminal foi usado como um indicador do transtorno. Todavia, o comportamento criminal não é o único indicador do transtorno e à medida que ele não é um bom indicador, os resultados das pesquisas serão distorcidos.

 

ESTUDOS DE GÊMEOS

Os pesquisadores compararam as taxas de concordância para comportamento criminal em gêmeos monozigóticos [MZ) e dizigóticos [DZ).

 



Se a criminalidade é um reflexo do TPA, então estes estudos sugerem que o transtorno é devido, pelo menos em parte, a fatores genéticos.

 

EVIDÊNCIAIS ADICIONAIS PARA A BASE GENÉTICA DO TPA

Análises adicionais conduzidas em um dos estudos de gêmeos revelaram que a diferença nas taxas de concordância entre gêmeos MZ e DZ foi maior em áreas rurais do que em áreas urbanas (Christiansen, 1968).

Fatores genéticos desempenham um papel maior em determinar quem cometerá um crime do que o fazem em áreas urbanas, onde pode haver mais razões sociais para crime.

 

ESTUDOS DE ADOTADOS

ESTUDO 01

Em duas investigações, os pesquisadores primeiro identificaram grupos de indivíduos antissociais e não antissociais que foram adotados ao nascimento e criados por pais adotivos.

Os indivíduos nos dois grupos eram semelhantes em variáveis demográficas relevantes como sexo, idade, classe social e vizinhança de criação.

Então os pesquisadores avaliaram as taxas de comportamento antissocial tanto nos pais biológicos como nos adotivos dos adotados antissociais e não antissociais.

 



Os resultados de ambas investigações indicaram que os pais biológicos dos indivíduos antissociais apresentaram taxas mais elevadas de comportamento antissocial do que seus pais adotivos, por meio disso provendo evidências para a hipótese de que há um fator genético no desenvolvimento de um comportamento antissocial.

 

ESTUDO O2

Em duas outras investigações os pesquisadores identificaram pais que eram, ou não, antissociais e então determinaram as taxas de comportamento antissocial em seus filhos que haviam sido adotados ao nascimento.



Os resultados destes estudos indicaram que os filhos adotados cujos pais biológicos eram antissociais tenderam mais a ser diagnosticados como apresentando um transtorno de personalidade antissocial do que os filhos adotados cujos pais biológicos não eram antissociais.

 

 

SÍNDROME XYY

Em meados da década de 60 começaram a aparecer relatórios indicando que alguns homens tinham um cromossomo X extra e que estes homens tendiam mais do que os outros a cometer crimes violentos (Jacobs et al., 1965).

Estas especulações adquiriram credibilidade e ampla atenção pública quando se descobriu que Richard Speck, o homem que matou oito enfermeiras em uma noite em Chicago, tinha um cromossomo Y extra.

Três tipos de homens foram identificados: a) aqueles com a estrutura XY normal, b) aqueles com a estrutura XYY [masculino extra) e c) aqueles com a estrutura XXY (feminino extra).

 



 

EVIDÊNCIAIS DA SÍNDROME XYY

Primeiro, os homens com a estrutura cromossômica XYY de fato foram mais propensos a ser condenados por crimes do que os homens com a estrutura cromossômica normal XY.

Ademais, quando a natureza dos crimes foi examinada, verificou-se que os homens com a estrutura cromossômica XYY não cometeram mais crimes violentos do que os cometidos pelos homens com as outras estruturas cromossômicas.

Em segundo, os homens com as estruturas cromossómicas XYY e XXY, tiveram escores de inteligência mais baixos e níveis mais baixos de aquisição educacional do que os homens com a estrutura cromossômica XY normal.

Em realidade, os homens com a estrutura cromossómica XYY podem não cometer mais crimes do que os outros, mas sendo menos inteligentes, podem apenas ser pegos mais frequentemente.

De modo geral então, não parece que a presença de um cromossomo Y extra possa ser usada para explicar comportamento criminoso ou o TPA. 

 

CONCLUSÃO

os resultados dos estudos dos gêmeos e dos estudos de adotados sustentam fortes evidências de que fatores genéticos desempenham um papel no desenvolvimento do comportamento antissocial.

No entanto, é essencial reconhecer que estes resultados não demonstram que a hereditariedade explica todos os casos de comportamento antissocial, visto que a taxa de concordância entre gêmeos monozigóticos não foi de l 00%.

Embora uma variedade de explicações bastante diferentes para o TPA tenha sido oferecida, as explicações não necessariamente conflitam.

 

 

 

 

 

 



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