Explicação fisiológica do TPA
O dizer para explicar o TPA em uma ótica fisiológica sugere que os pacientes que possuem algum tipo de transtorno são neurologicamente subestimulados, ou seja, é usados para explicar uma falta relativa de ansiedade em pessoas que apresentam o transtorno. Dentro desse contexto, possui também outros tópicos importantes nos quais se apoiam em estimulações ou anomalias e em como as mesmas se relacionam com o TPA.
Estimulação eletrocortical
Anomalias EEG
Dentro do quadro de pacientes que apresentam TPA e realizam
estudos sobre os mesmos, apresentam alta incidência de anomalias EEG de neste
mesmo quadro observam que há duas anomalias específicas identificadas nos
eletroencefalogramas. A primeira é a presença de quantidades incomumentes
elevadas de ondas lentas. As ondas lentas refletem um estado mais baixo de
estimulação cortical e estes achados formam uma base para a inferência de que
as pessoas que sofrem de TPA em de subestimulação cortical sejam analisadas e
diagnosticadas.
O segundo tipo de anomalia que é apresentado nos eletroencefalogramas é chamado de espícula positiva. Durante as ondas lentas, alguns pacientes apresentam eclosões súbitas de atividade eletrocortical. Podem tratar de picos de agressividade, tristeza ou pensamentos agressivos.
Relacionamento de anomalias EEG com o comportamento
Em uma tentativa de identificar as possíveis conexões entre
EEG de algumas crianças novas, para quem as ondas lentas e espículas são
normais, buscaram uma similaridade que levou a hipótese que as pessoas são com
TPA sofrem de desenvolvimento cortical retardado e que o desenvolvimento
cortical retardado é responsável pelo comportamento infantil como o
egocentrismo, impulsividade e a incapacidade de adiar gratificações.
Uma explicação mais específica é de que as anomalias EEG
observadas em pacientes com TPA refletem uma disfunção do sistema límbico, um
sistema que desempenha um papel importante na regulação das emoções.
Fica claro que a partir da premissa precedente que muitas
pessoas com TPA apresentam sinais de problemas eletrocorticais e a maioria dos
problemas envolve subestimulação cortical. Ademais, foi demonstrado que
aumentar e reduzir a subestimulação conduziu, respectivamente, a redução e
aumentos nos tipos de comportamentos associados ao transtorno. Os mesmos
apontam para uma base fisiológica para alguns casos de TPA.
Fatores de risco e prognóstico fisiológico
Transtorno da personalidade antissocial é mais comum entre familiares
biológicos de primeiro grau daqueles que têm o transtorno em comparação com a
população em geral. O risco para familiares biológicos de mulheres com o
transtorno tende a ser maior do que aquele para familiares biológicos de homens
com o transtorno. Familiares biológicos de indivíduos com a doença têm ainda
risco aumentado de transtorno de sintomas somáticos e por uso de substância.
Dentro de uma família na qual um membro apresenta transtorno da personalidade
antissocial, os indivíduos do sexo masculino têm mais frequentemente transtorno
da personalidade antissocial e por uso de substância, ao passo que os do
feminino apresentam com mais frequência transtorno de sintomas somáticos.
Nessas famílias, no entanto, há prevalência aumentada de todos esses
transtornos em ambos os sexos em comparação com a população em geral. Estudos
sobre adoção indicam que fatores genéticos e ambientais contribuem para o risco
de desenvolvimento do transtorno da personalidade antissocial. Tanto filhos
adotivos quanto biológicos de pais com o transtorno têm risco aumentado de
desenvolver transtorno da personalidade antissocial, transtorno de sintomas
somáticos e transtornos por uso de substância. Crianças que conviveram algum
tempo com os pais biológicos e depois foram encaminhadas. (DSM-5).









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